
Os trabalhos de carpintaria, talha dourada, revestimento azulejar, pintura e da grande mesa do centro foram executados entre 1717 e 1719. Os silhares de azulejos, de tipologia azul e branca e com cenas de caça, foram fabricados em Lisboa. O teto é formado por quinze caixotões que receberam telas pintadas pelo italiano João Baptista Pachini.
São Miguel Arcanjo, padroeiro do Cabido Portucalense, ocupa o caixotão central. As restantes catorze pinturas, de natureza alegórica e moral, representam figuras inspiradas na obra do italiano Cesare Ripa (1555-1622).
O Candelabro das Trevas destinava-se ao Ofício das Trevas, sendo usado durante a Semana Santa, no contexto do tríduo pascal, que celebra a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. O corpo superior, de forma triangular, dispõe de quinze bocais para suportes de velas. A obra é da autoria do entalhador Miguel Francisco da Silva, um conceituado artista da cidade do Porto desta cronologia.
